Beirada do Infinito

    Sentada na beirada do infinito.
    Presa pelo hipnotismo da vida.
    Continua.
    A alma transbordante de sonhos,
    Os sonhos já infindos de esperança.

    Inerte.

    O rosto calmo, rosado.
    Sorriso amplo,
    Olhar macio.
    Permanece.

    Algo, então, passou.
    Modificou o céu.
    Emudeceu a terra.
    Temerosa, não fugiu, não enfrentou.
    Parou.
    A escuridão, persistente, viu que
    Os sonhos já morriam,
    A vida sofria.
    Congelada.
    O seu rosto descoloriu,
    Cinza, triste,
    Só.

    Da beirada do infinito ela caiu.
    E continuou a cair
    Até seu corpo o chão não encontrar.


    Confira o texto também no RECANTO DAS LETRAS.



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    "Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade." [ Michel de Montaigne ]

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    "Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

    Anaïs Nin

    Anaïs Nin

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